Dia Internacional da Mulher (08 de março): como pautar isso no calendário da sua instituição
Categoria: Radar de Datas
Por Tripulação da Astronauta Martech
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O 8 de março é reconhecido pela ONU como o Dia Internacional da Mulher desde 1975, quando a organização declarou aquele ano como o Ano Internacional da Mulher. No Brasil, porém, a data não tem status de feriado nacional: ela não consta na Lei nº 662/1949, que lista os feriados nacionais do país. Alguns estados e municípios já decretaram ponto facultativo local em anos específicos, como o Acre fez em 2024, mas isso não muda o caráter nacional da data, que segue sendo uma data de conscientização e mobilização, não uma obrigação legal ou um dia de descanso institucional. Para efeitos de calendário editorial, isso significa uma coisa prática: a instituição tem liberdade total para decidir o tom e a profundidade da abordagem, sem a rigidez que um feriado oficial impõe.
Ideias que funcionam para qualquer instituição
- Depoimentos em vídeo curto de alunas ou ex-alunas contando por que escolheram o curso e o que enfrentaram no caminho.
- Um levantamento simples e transparente da proporção de mulheres matriculadas por curso, publicado como conteúdo educativo, não como propaganda.
- Convite a professoras e coordenadoras para uma live ou bate-papo sobre trajetória profissional, aberto ao público externo.
- Peça de e-mail marketing e redes sociais com foco em oportunidades reais (bolsas, editais, programas de mentoria) em vez de apenas uma mensagem de celebração.
- Evitar peças genéricas de "parabéns" sem conexão com a proposta pedagógica da instituição: o público percebe quando é só um post de calendário.
Faculdades e centros universitários (Ensino Superior)
Para o ensino superior, o ângulo mais forte é a presença feminina em cursos de exatas, tecnologia e engenharias, áreas em que a matrícula de mulheres ainda é minoria na maior parte das instituições brasileiras. Uma campanha de captação bem construída em torno do 8 de março pode combinar dados institucionais (quantas alunas estão matriculadas em Engenharia, Ciência da Computação, Análise de Sistemas) com histórias reais de quem está cursando ou já se formou nessas áreas. Isso funciona melhor do que qualquer peça motivacional genérica, porque mostra evidência concreta de que a instituição forma mulheres nesses campos, e não apenas discursa sobre isso.
Um formato que costuma performar bem é uma série de conteúdo com o título "Mulheres em [nome do curso]", publicada ao longo da semana do dia 8, com depoimentos curtos, dados de empregabilidade e, se possível, participação de docentes mulheres da própria área. Vale também considerar uma landing page temporária com informações sobre bolsas ou condições especiais de ingresso para cursos de exatas e tecnologia, direcionada por tráfego pago segmentado para público feminino interessado nessas áreas. O importante é que a campanha tenha continuidade: uma ação isolada de um dia perde força rápido, mas uma narrativa que já existe no posicionamento da instituição ganha mais alcance orgânico e mais credibilidade.
Instituições de ensino técnico e profissionalizante (Ensino Técnico)
No ensino técnico, o recorte de gênero em profissões historicamente masculinas é ainda mais evidente: eletrotécnica, mecânica, mecatrônica, automação industrial e áreas afins seguem com baixa procura feminina, mesmo com demanda de mercado alta e salários competitivos. Isso abre espaço para uma comunicação de captação bastante direta, mostrando que essas são carreiras viáveis, bem remuneradas e abertas a mulheres, com prova real de alunas ou egressas atuando nessas funções.
Uma tática eficaz é usar o dia 8 de março para lançar ou reforçar uma peça de conteúdo sobre "carreiras técnicas para mulheres", com foco em empregabilidade, faixa salarial média da região e depoimento de quem já está no mercado. Para escolas técnicas, o gancho comercial funciona bem quando combinado com informações objetivas sobre duração do curso, forma de ingresso e parcerias com empresas locais que já contratam egressas dessas turmas. Isso transforma uma data simbólica em um argumento de matrícula concreto, sem depender de apelo emocional isolado. Vale também considerar visitas guiadas ou aulas experimentais abertas ao público feminino nessas áreas, divulgadas especificamente na semana da data.
Sua instituição já tem alguma campanha pensada para o 8 de março, ou ainda está em branco sobre o que fazer com essa data?
Este post faz parte do Radar de Datas, o calendário de captação da Astronauta Martech para instituições de ensino. Acompanhe as próximas datas ou fale com a gente para estruturar seu calendário editorial completo.