Cohort Analysis

Acompanhamento de uma turma de ingressantes ao longo de toda a trajetória, e não apenas do primeiro semestre, para medir retenção, evasão e formação com precisão.

No Brasil: O INEP publica um proxy oficial por coorte, a Taxa de Desistência Acumulada, que chega a 60% na coorte de 2015 em dez anos.

Analisar uma coorte é acompanhar o mesmo grupo de ingressantes ao longo de toda a trajetória, e não comparar fotografias de anos diferentes. A diferença importa porque uma taxa de evasão calculada ano a ano mistura calouro, veterano e quem está prestes a formar, e essas três populações têm risco de saída completamente diferente.

O Brasil tem, nesse ponto específico, um dado público mais forte do que costuma circular: o INEP publica oficialmente uma Taxa de Desistência Acumulada por coorte, acompanhando o mesmo grupo de ingressantes por dez anos. É o proxy nacional mais próximo de uma análise de coorte de verdade, e o número que ele mostra deveria ser o ponto de partida de qualquer conversa sobre evasão no Brasil.

O que a evidência sustenta

Perguntas frequentes

Existe dado brasileiro de análise de coorte no ensino superior?

Sim. O INEP publica a Taxa de Desistência Acumulada, que acompanha uma mesma coorte de ingressantes por dez anos. Para a coorte que entrou em 2015, o número é 60% de desistência acumulada nesse período.

Por que uma taxa de evasão anual não substitui a análise de coorte?

Porque mistura populações com risco diferente: calouro, veterano e quem está perto de formar não têm a mesma chance de sair. Uma taxa anual pode parecer estável mesmo quando a evasão real de uma coorte específica está piorando.