Early Alert System

Monitoramento de sinais de risco, como frequência, notas, inadimplência e engajamento na plataforma, que aciona intervenção humana antes que a evasão se consume.

No Brasil: A literatura é mais dura do que o discurso de mercado sugere. O desenho da Georgia State não replicou em ensaio randomizado com 10.499 alunos em 11 universidades (MAAPS, avaliação Ithaka S+R). Nudge em massa não produziu efeito com mais de 800 mil alunos (Bird e colegas, 2021). O único efeito robusto veio de acompanhamento individual sustentado (Bettinger e Baker, 2014). Predizer bem não basta: sem capacidade de sustentar a intervenção, o efeito é nulo.

Um sistema de alerta precoce promete detectar risco de evasão antes que ele se consume, cruzando sinais como frequência, notas e engajamento na plataforma. O desenho de referência do mercado é o da Georgia State University, e é também o mais mal compreendido: o resultado auditado da Georgia State não replicou quando o mesmo desenho foi testado em ensaio randomizado, com 10.499 alunos em 11 universidades diferentes. O ganho apareceu só na própria Georgia State.

A leitura correta desse resultado não é que alerta precoce não funciona: é que a predição não é o gargalo. Um estudo mediu diretamente essa hipótese: o sistema previu corretamente quem estava em risco, e o aconselhamento assistido por essa predição não reduziu evasão nem melhorou desempenho. O que separa quem consegue de quem não consegue é a capacidade organizacional de sustentar a intervenção humana, ano após ano, não a qualidade do modelo preditivo.

O que a evidência sustenta

O que a evidência contradiz

Perguntas frequentes

O desenho da Georgia State funciona em outras instituições?

Em ensaio randomizado com 10.499 alunos em 11 universidades diferentes, o mesmo desenho não produziu efeito significativo no agregado. O ganho apareceu só na própria Georgia State, o que torna aquele case o ponto fora da curva, não o padrão replicável.

Se a predição funciona, por que o alerta precoce às vezes não reduz evasão?

Porque predizer corretamente quem está em risco não é o mesmo que conseguir agir sobre essa informação. Um estudo mediu as duas coisas separadamente e encontrou predição acurada com efeito nulo em evasão e desempenho, porque o aconselhamento que deveria seguir a predição não teve a capacidade de sustentar a intervenção.

O que realmente decide se um sistema de alerta precoce funciona?

Capacidade organizacional de sustentar a intervenção humana por anos: estrutura centralizada, continuidade do conselheiro que acompanha o aluno, autoridade para agir sobre o alerta, e uma cultura prévia de decisão orientada a dado. É gestão, não modelo.