Yield Rate

Percentual de candidatos aprovados no processo seletivo que confirmam e comparecem à matrícula. É a métrica que permite prever a receita do ciclo seguinte antes que ele comece.

No Brasil: Não é calculável a partir do Censo do INEP, que nunca registra quem foi aprovado e não confirmou. Só existe dentro da própria instituição, curso a curso.

É a métrica mais citada da disciplina, e a mais mal compreendida fora dela: não mede quantas pessoas se inscreveram, mede quantas das aprovadas de fato confirmaram e apareceram. Uma instituição pode ter recorde de inscrição e Yield Rate em queda ao mesmo tempo, e é esse segundo número que decide a receita do semestre.

No Brasil, o Yield Rate é estruturalmente não calculável a partir do Censo da Educação Superior do INEP. O motivo é de desenho do dado, não de disponibilidade: o Censo registra matrícula, não processo seletivo, e por isso nunca fica sabendo quem foi aprovado e não confirmou. Isso vale para o Brasil inteiro, não é lacuna de uma instituição específica.

A consequência prática é que Yield Rate só existe dentro de cada instituição, cruzando o próprio sistema de admissões com o próprio sistema de matrícula. É, ao mesmo tempo, a métrica mais valiosa da disciplina e a que exige mais trabalho de instrumentação para nascer.

O que a evidência sustenta

Perguntas frequentes

Por que não existe um número nacional de Yield Rate no Brasil?

Porque o Censo da Educação Superior do INEP registra matrícula, não processo seletivo. Ele nunca sabe quem foi aprovado e não confirmou, então a conta que define Yield Rate não é possível a partir do dado público nacional.

Yield Rate é a mesma coisa que taxa de conversão de leads?

Não. Taxa de conversão de lead mede do primeiro contato até a inscrição. Yield Rate começa depois, na aprovação do processo seletivo, e termina na matrícula confirmada. É uma etapa mais tardia e mais cara de perder, porque o esforço de captação já foi todo gasto.

Como medir Yield Rate sem depender de dado nacional?

Cruzando o sistema de admissões, que sabe quem foi aprovado, com o sistema de matrícula, que sabe quem confirmou. Na maioria das instituições os dois já existem separados, e o trabalho é de integração, não de coleta nova.