Captação de Alunos com Google: always-on, IA e CRM

Categoria: Marketing Digital

Por Eduardo Campos

3 min de leitura

Muita instituição de ensino organiza a captação pelo calendário: investe forte perto do vestibular ou da abertura de matrículas e reduz o ritmo no resto do ano. Quem pesquisa cursos fora dessas datas só encontra a instituição se ela tiver anúncio no ar.

Este guia apresenta três frentes de captação com Google: campanhas always-on, campanhas baseadas em IA (inteligência artificial) e a integração entre Google Ads e CRM. Para cada uma, o texto diz o que ela é, o que ela pede da sua equipe e o que conferir antes de colocar em prática. Os recursos e os nomes de formatos do Google mudam com frequência, então vale conferir os detalhes na própria plataforma.

O que são campanhas always-on

Campanhas always-on são campanhas mantidas ativas o ano inteiro, em vez de concentradas em datas de vestibular e matrícula. A lógica é simples: se o candidato pode começar a pesquisar em qualquer mês, a instituição precisa estar visível em qualquer mês.

Na prática, manter a campanha contínua pede três decisões da equipe:

Como usar campanhas baseadas em IA no Google

O Google oferece formatos de campanha que automatizam parte da decisão de onde e para quem exibir o anúncio, entre eles o Performance Max. Em formatos assim, a instituição informa o objetivo de conversão (leads ou matrículas), os materiais criativos e os públicos de referência, e a plataforma decide a distribuição.

Isso desloca o trabalho da equipe. Sai o ajuste manual de cada lance e entra a tarefa de definir bem o objetivo, escolher o que conta como conversão e abastecer a campanha com bons textos, imagens e vídeos.

Antes de adotar, confira na documentação do Google quais canais e controles o formato oferece hoje, porque isso muda com o tempo.

Por que integrar Google Ads e CRM

CRM (Customer Relationship Management) é o sistema onde a instituição registra o contato com cada candidato, da inscrição à matrícula. Quando o Google Ads está conectado a ele, a equipe consegue ligar cada campanha ao que aconteceu depois do clique: o lead virou aluno ou não.

Sem essa ligação, a campanha só enxerga o lead. Com ela, é possível comparar campanhas pelo número de matrículas e pelo custo por matrícula, e não só pelo custo por lead.

O que fazer com os dados do CRM

  1. Medir por matrícula: definir no CRM qual etapa conta como aluno e levar essa informação de volta para a análise das campanhas.
  2. Informar a plataforma: enviar ao Google Ads o resultado de matrícula como conversão, para que a otimização use o resultado final e não só o lead.
  3. Segmentar remarketing: usar listas a partir do CRM, por exemplo, quem iniciou a inscrição e não concluiu.

O detalhe técnico de cada passo depende do seu CRM e da configuração da conta, e vale confirmar na documentação vigente do Google. Antes de enviar dados de candidatos a qualquer plataforma, confira também com o jurídico da instituição o que a LGPD exige, em especial sobre consentimento.

Exemplo (hipotético): uma faculdade tem duas campanhas com o mesmo custo por lead. No CRM, uma delas gera o dobro de matrículas da outra. Sem a integração, as duas pareceriam iguais.

Considerações finais

Para fazer esta semana: liste quais etapas do seu CRM contam como aluno matriculado e verifique se essa informação chega até a análise das suas campanhas do Google.

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